
Estamos na era das redes sociais ! Lá em meados do ano de 2004 o Orkut foi a febre da vez . Era a vitrine da vida real, publicávamos fragmentos da vida, em sua maioria fotos, e os saudosos depoimentos, que nada mais era que um espaço para receber elogios, hoje seria chamado de “textão “.
Aliás, cabe lembrar que só tínhamos acesso a essa rede social no computador, nessa época os telefones tinham funções bem definidas - fazer e receber ligação, e o auge da tecnologia era o envio de SMS
Feita essa introdução que parece até pré-histórica, se consideramos que hoje às ligações de vídeo são uma realidade acessível a população, quero trazer para minha área, o direito.
A ciência jurídica teve que se atualizar, era inimaginável em meados dos anos 80 uma demanda judicial para Reestabelecimento de Conta em Rede social, ou ainda que haveria uma área exclusiva de Direito Digital, mas os tempos mudaram e a ciência jurídica como já de costume, se atualizou.
Porém, existe uma palavra antiga, que por mais tecnologia que tenhamos, ela que continua de suma importância PARCIMONIA
Longe de mim ser taxada de antiquada, aliás uso minhas redes sociais como instrumento de trabalho, sempre respeitando os dizeres do código de ética da minha categoria, mas entre usar a rede social e ser escravo desta existe uma linha muito tênue.
Em conversa recente com uma cliente que tem uma pequena rede de supermercados, a principal dificuldade em sua gestão é fazer com que os funcionários se desconectem dos celulares no horário de trabalho, e por exercerem funções de contato com o público consumidor, não nos causa uma boa impressão o funcionário que está atento ao aparelho celular, e consequentemente deixando de cumprir suas funções.
Aliás, tenho certeza que vocês já passaram por isso, ficarem esperando o atendimento quando o atendente se distrai no celular.
De acordo com uma pesquisa realizada pela Revista Você/AS, os candidatos a vagas de emprego são contratados por suas aptidões técnicas, mas em até 87% dos casos as demissões ocorrem por questões comportamentais, ou seja, não adianta ter o conhecimento se não souber se comportar no ambiente laboral.
Parece tão básico, mas o básico precisa ser dito e repetido, o ambiente de trabalho não é uma extensão da sua casa, existem regras profissionais de convivência, por mais que a legislação trabalhista não tenha uma regulamentação, o uso do celular não pode prejudicar o desempenho de suas atividades laborais.
Além das redes sociais, temos como hábito o envio de mensagem de aplicativos, sem dúvida essa tecnologia facilita muito a comunicação imediata, mas já alerto, cuidado com os grupos de mensagens, já atuei numa demissão por justa causa, a qual utilizei como prova esse tipo de mensagem.